terça-feira, 12 de abril de 2011

Sinceramente


Sinceramente? Eu odeio a sinceridade.
Porque, no fim, o ser não sabe lidar com a verdade.
Esse texto é pra servir de marco.
Esta foi a última vez que falei a verdade!
Eu odeio a verdade, e tudo o que vem com ela.
Nada muda enquanto eu falo a verdade e as pessoas só escutam o que querem ouvir!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Brincando de maldade


O veneno que escorre da minha boca, é o mesmo que percorre o teu sangue.
O ódio que exalo é o mesmo que te corroe.
Meus olhos são profundos: profundamente insanos, e minha loucura vai além da tua cultura.
A minha ganância é maior que a tua vontade.
Teus vícios te consomem e a minha alma se alegra.
Você luta por seus ideais e eu por uma nação.
Talvez o meu egoísmo seja ainda melhor que a tua bondade!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hora do jantar

...
- Você já ouviu falar de uma armadilha usada para capturar macacos para o jantar?
- Acho que não.
- Nos trópicos os nativos cortam o topo de um coco de forma que a abertura seja suficiente para o macaco enfiar a mão. Eles amarram o coco em um galho para que não possa ser tirado dali e colocam amendoim dentro. O macaco vem, coloca a mão lá dentro e pega o amendoim. Quando ele tenta tirar a mão não consegue por que a abertura é muito pequena.
- Porque ele não solta os amendoins e tira a mão?
- ele não faz isso porque não consegue pensar diferente. Prefere lutar freneticamente pra tirar a mão segurando os amendoins.  Ainda esta com os amendoins quando o nativo que o colocou na armadilha volta e p leva para a panela... É isso que acontece aos homens que não soltam os amendoins por tempo suficiente para perceber que o mundo mudou: queimam o traseiro!

                                                                                             Do meu amigo Veríssimo!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Vejo

O destino sempre se encarregou de nossos desencontros. Descobri um lugar onde a tua falta é suprida pelo toque, tua pele que encosta na minha criando uma corrente de energia que percorre meu corpo. Nossos olhos se encontram e um tremor toma conta de mim, tua voz faz com que o ar se vá dentro de mim.
Eu te vejo nos meus sonhos.
E nele você também olha pra mim.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A dama de preto


Era uma moça comum.
Traços comuns.
Falas comuns.
Pensamentos comuns.
Uma menina singular.
Sem grandes sonhos, nem desejos.
Mas pra que mais do que isso?
Ela viveu, como qualquer outra.
Cresceu, amou (quem sabe, também já foi amada).
E agora está sentada, à espera.
À espera daquela que é certa.
Tão comum quanto ela.

O que você quer 'ser'?


Eu não entendo.
Não entendo mesmo.
Você diz ‘ser humano’, mas que humanismo é esse que te faz odiar, destruir e matar?
Se sabe que o que diferencia o ‘ser humano’ do ‘ser animal’ é a sua capacidade de pensar, que tipo de capacidade é essa que e deixa tão irracional, que te faz agir por instintos e ‘ser’ animal?